segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Elvis e Eu


Conheci Elvis quando eu tinha meus seis ou sete anos, na sessão da tarde. Ficava vislumbrado com aqueles filmes. Senti seu medo quando pulou daquele penhasco em Acapulco, sua dor quando foi derrubado de sua "motoca" por aquele dono do parque. quando estava no exercito, quando pilotava um helicóptero no Hawai, em suas brigas e namoros. Ficava ancioso. Adora suas músicas. Tinha 10 anos quando Elvis nos deixou e foi como perder alguém da família. Nem eu mesmo entendi por que a morte de uma pessoa tão distante e virtual causara tanto impacto numa criança de 10 anos.
O primeiro "LP" que comprei era um album duplo "The best of Elvis" e tinha seus sucessos mais conhecidos e eu gastei de tanto ouvir. A partir dai Elvis começou a compor a trilha sonora de minha vida. Quando estava alegre ouvia Elvis, quando estava triste ouvia Elvis. Quando estava sozinho sua música me fazia companhia.
Sua morte causou um grande impacto mas ele nunca deixou de estar presente. O timbre de sua voz, suas roupas, depois com a Internet tive acesso a fotos, a outras pessoas que, como eu, também o admiram.
Elvis foi um fenômeno, talvez pela sua época, talvez por seu estilo, por sua história, ou por tudo isso, não sei. Só sei que fez e faz parte da história de muita gente , que como eu teve um ou outro momento da vida em que Elvis estava presente.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Nosso Caminho

As vezes nos sentimos tão sós em meio a multidão, que parece que atravessamos um túnel chamado "vida".

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

TEN QUESTIONS ON THE CELL PHONE


Débora Bloch (Belo Horizonte, 29 de maio de 1963) é uma atriz brasileira.
É filha do também ator Jonas Bloch, parente distante do fundador da Rede Manchete, Adolpho Bloch. Seu bisavô (avô paterno de Jonas) era irmão de Joseph Bloch, pai de Adolpho, conforme citado no livro 'Os irmãos Karamabloch', escrito por Arnaldo Bloch, sobrinho-neto de Adolpho.
Débora é contratada da Rede Globo, tendo feito diversos trabalhos na emissora. Fez também diversos filmes para o cinema brasileiro.
Estreou profissionalmente em 1980, na peça de teatro Rasga Coração, de Oduvaldo Viana Filho, quando substituiu a atriz Lucélia Santos. Participou da trilha musical de Bete Balanço, sua estréia nos cinemas em 1984.
Em 1984 ganhou os prêmios de melhor atriz nos Festivais de Gramado e Cartagena, pela atuação em Noites do Sertão (1984). Em 1994 foi premiada como melhor atriz no Festival Latino-Americano de Rhode Island por sua atuação em Veja Esta Canção.
Em 1994, Débora foi contratada pelo SBT para protagonizar a novela As Pupilas do Senhor Reitor que teve um relativo sucesso se considerado o público médio conseguido por produções desta emissora.
Esta apresentação da Atriz Debora Bloch foi pra justificar o comentário que farei a seguir.
Estava foleando a revista de bordo da Ocenan Air e me chamou a atenção a materia "10 perguntas pelo celular - Ten questions on the cellphone" - é isso mesmo português - ingles.
onde são feitas "10 perguntas por celular" para DEBORAH BLOCH. O que me impressionou foi o nível das perguntas feitas a atriz. ( Coloquei entre parentêses meus comentários)
1- Qual foi a melhor viagem de sua vida? - ( Essa passa afinal a Ocean Air é uma empresa aérea.)
2- Qual a viagem dos seus sonhos? - ( Também, esta relacionada a aréa)
3- Em que outro pais você viveria? - ( Tem que ir de avião...)
4- O que você mais admira em uma pessoa? - ( Fugiu um pouco da situação)
5 - O que você detesta numa pessoa? - (Será que é pra escolher o acento do voô quando se mudar para o outro país?)
6- Voce seria feliz sem amigos? _ (Por que o país não tem habitantes?)
7 - Que bicho você gostaria de ser? - ( Meu Deus! que país é esse?)
8 - O que você faz quando não tem nada pra fazer? -( Esse país não vale a pena)
9- Qual é o seu cineasta favorito? - ( Pelo menos cinema tem)
10- Que personagem você gostaria de ser? ( Mas ela terá que produzir o filme ?)
Brincadeiras à parte um jornalista tem a oportunidade de entrevistar, mesmo que por celular, uma mulher com a bagagem cultural que tem a Deborah e me faz esse tipo de perguntas, fala sério!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Ciclo


Não sou estudioso de astrologia, muito menos crente. Sei que meu signo é Leão, meu ascendente, segundo um site free que consultei, deve ser gemeos, que meu planeta regente e Marte ( o Deus da Guerra), fora isso... Mas devo confessar, quando chega esta época do ano, alguma coisa acontece comigo, fico inquieto, insatisfeito e minha rotina se altera.
Claro que isso pode ser "psicológico" por causa de tantos aniversários comemorados. O fato é que alguma coisa acontece, talvez Marte esteja onde deveria estar e a Lua não tenha nada com isso e que eles nem estejam alinhados. Sinto uma vontade louca de renovar, de rever conceitos e mudar o que estou fazendo, seja lá o que for. E este ano pode piorar , tem até eclipse. Meu universo astral esta a mil, como se cobrasse o fechamento de um ciclo. Pedindo soluções e exigindo mudanças, apressando meu tempo.

terça-feira, 21 de julho de 2009


Sempre que entrava no carro, logo pela manhã, já ligava o rádio em algum noticiário, para ficar “por dentro” do que acontecia no meu pequeno planeta. Se a gente parar pra pensar; só tem noticia ruim. Não que não aconteçam coisas boas, mas as ruins ganham muito mais espaços. Isso de certa forma influenciava o decorrer do dia.
Hoje quando acordei liguei o radio e sintonizei o Café com Rock da 91 Radio Rock e estava tocando “Ruby Tuesday” dos Rolling Stones , em seguida tocou “the House of de Rising Sun” do The Animals. O efeito é totalmente contrário aos dos noticiários. Faz bem. A música nos leva a pensar em coisas boas, mesmo que imaginárias. Um político não vai deixar de ser corrupto, nem a gripe A1N1 vai ser erradicada porque eu estou ouvindo música, mas com certeza eu vou estar muito melhor pra lidar com isso durante o dia.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Se Puder Sem Medo

Se Puder Sem Medo
Oswaldo Montenegro

Deixa em cima desta mesa a foto que eu gostava
Pr'eu pensar que o teu sorriso envelheceu comigo
Deixa eu ter a tua mão mais uma vez na minha
Pra que eu fotografe assim meu verdadeiro abrigo
Deixa a luz do quarto acesa a porta entreaberta
O lençol amarrotado mesmo que vazio
Deixa a toalha na mesa e a comida pronta
Só na minha voz não mexa eu mesmo silencio
Deixa o coração falar o que eu calei um dia
Deixa a casa sem barulho achando que ainda é cedo
Deixa o nosso amor morrer sem graça e sem poesia
Deixa tudo como está e se puder, sem medo
Deixa tudo que lembrar eu finjo que esqueço
Deixa e quando não voltar eu finjo que não importa
Deixa eu ver se me recordo uma frase de efeito
Pra dizer te vendo ir fechando atrás da porta
Deixa o que não for urgente que eu ainda preciso
Deixa o meu olhar doente pousado na mesa
Deixa ali teu endereço qualquer coisa aviso
Deixa o que fingiu levar mas deixou de surpresa
Deixa eu chorar como nunca fui capaz contigo
Deixa eu enfrentar a insônia como gente grande
Deixa ao menos uma vez eu fingir que consigo
Se o adeus demora a dor no coração se expande
Deixa o disco na vitrola pr'eu pensar que é festa
Deixa a gaveta trancada pr'eu não ver tua ausência
Deixa a minha insanidade é tudo que me resta
Deixa eu por à prova toda minha resistência
Deixa eu confessar meu medo do claro e do escuro
Deixa eu contar que era farsa minha voz tranqüila
Deixa pendurada a calça de brim desbotado
Que como esse nosso amor ao menor vento oscila
Deixa eu sonhar que você não tem nenhuma pressa
Deixa um último recado na casa vizinha
Deixa de sofisma e vamos ao que interessa
Deixa a dor que eu lhe causei agora é toda minha
Deixa tudo que eu não disse mas você sabia
Deixa o que você calou e eu tanto precisava
Deixa o que era inexistente e eu pensei que havia
Deixa tudo o que eu pedia mas pensei que dava


terça-feira, 7 de julho de 2009

Viva Cazuza

Sempre gostei do Cazuza, desde o tempo do Barão Vermelho.
Um cara que teve a coragem que a grande maioria de seus contemporaneos não teve. Rebelde, poeta, visionário.
No dia 07 de julho de 1990 ele perdeu a luta. Não sem antes travar um duelo, como os medievais, contra seu destino. Virou referencia.
Blues da Piedade
Cazuza
Composição: Roberto Frejat/Cazuza
Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar
Fica esperandoAlguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedadeSenhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade