terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Joe Cocker



Aprendi a gostar de Joe Cocker assistindo ao seriado Anos Incríveis . O tema de abertura me chamou a atenção, mas eu não tinha ideia de quem era o dono daquela voz tão forte. Liguei para a radio 91 Rock e disse que queria ouvir o tema do do seriado, mas não sabia quem cantava, a moça que me atendeu perguntou surpresa: _ Você não sabe quem é Joe Cocker? eu todo encabulado da minha ignorância respondi que não, ela continuou... - "Ainda" não... e me passou quase toda a discografia, maiores sucessos e onde encontrar. Desde aquele dia gosto, ouço e assisto JOE COCKER!
Descanse em paz.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

The Bang Bang Club

 
Veja o trailer aqui
 
Assisti ontem esse filme e gostei muito
 
O período compreendido entre a libertação de Nelson Mandela, em 1990, e sua eleição para presidente, em 94, foi um dos mais violentos da história da África do Sul. A euforia gerada pela libertação do líder negro foi acompanhada de uma intensa onda de terror.
O governo branco sustentava que os distúrbios eram fruto da luta travada entre o CNA (Congresso Nacional Africano), de Mandela, e o Inkatha, partido separatista zulu. Anos depois, ficaria provado que os assassinatos eram planejados pelo governo a fim de abalar a sustentação do CNA e impedir a vitória do partido na primeira eleição em que brancos, negros e coloured votariam em igualdade de condições.
Trabalhando para jornais do país e agências internacionais, os amigos Ken Oosterbroek, Kevin Carter, João Silva e Greg Marinovich fotografavam os conflitos na periferia de Joanesburgo. Os quatro ganharam um apelido de uma revista sul-africana: Clube do Bangue-Bangue - rótulo a que resistiram inicialmente, mas que terminaram por assumir.
As fotos do Clube contribuíam para chamar a atenção do mundo para o que ocorria na África do Sul e receberam prêmios internacionais, como o Pulitzer. Mas os quatro fizeram, cada um a seu modo, uma descida aos infernos. Unidos pela terrível experiência de registrar os massacres, eles experienciaram um profundo dilema ético: quando se presencia um assassinato, é melhor socorrer a vítima ou fotografar? Dilacerados pela violência extrema e pela obstinação em obter a melhor foto, cumpriram trajetórias distintas, mas marcadas pela mesma dificuldade: lidar com a impossibilidade de registrar os acontecimentos e, ao mesmo tempo, ajudar as pessoas em perigo.
Ken Oosterbroek morreu durante uma batalha na cidade-dormitório de Thokoza, em 1994. Kevin Carter suicidou-se aspirando a fumaça de seu carro. O sul-africano Greg Marinovich e o moçambicano João Silva sobreviveram, e refazem em O Clube do Bangue-Bangue uma história que permite entender os lances mais violentos de um combate selvagem e dá contornos tão humanos quanto dramáticos ao dia-a-dia de um correspondente de guerra.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Elvis Presley Suspicious Minds Live in Las Vegas (Official Video)



Pra quem me conhece, pelo menos um pouco, sabe que Elvis é meu ídolo.
Tenho discos, cds, camisetas, fotos, filmes e sempre que posso aproveito isso.
Gosto das músicas, do estilo que se vestia e principalmente do modo que encarava tudo isso.
Para um caipira nascido no interior e sem nunca ter saído mundo afora ele chegou bem longe.
Era uma época diferente, onde a vendagem de disco era uma consequência do trabalho e não um objetivo. Onde nunca se fez um show para 50 ou 100 mil pessoas. Muito diferente do que acontece hoje. Era um tempo em que se vivia a plenitude do rock em toda sua rebeldia, energia e ingenuidade.
Há exatos 36 anos, Elvis nos deixava. Deixava de ser um astro para se tornar uma lenda. Uma lenda que vive até hoje nas lembranças de quem teve o privilégio de viver naquela época, mas  vive também no imaginário de nossos descendentes sob nossa influencia e viverá por muito tempo ainda. Uma lenda não morre. Somos uma nação de fãs, espalhados pelos quatro cantos deste mundo.
Viva Elvis. Elvis Vive!

Candido Cordeiro

quarta-feira, 17 de julho de 2013

London London



Quando o RPM lançou esta música, era a época que antecedia minha ida à Brasília, para prestar o serviço militar. Lembro que era um tempo de muita ansiedade, pois não tinha ideia do que me esperava no planalto central. Estava estudando, trabalhando e meu pequeno mundo se concentrava
aqui, na pequena e pacata São José. Era também a época que o "Rock Nacional" desabrochava... E eu, como a maioria dos jovens daqueles dias, ouvia muito esta banda - RPM - pelas letras diferenciadas e jeito revolucionário. Mas foi a regravação de "London London", música de Caetano Veloso, com uma pegada mais lenta que, de certa forma, me acalantava. Quando cheguei ao Distrito Federal, em regime de quarentena na caserna, nas raras horas que se podia parar um pouco e dar sorte de ouvir radio, esta música me resgatava e me trazia de volta as minhas origens e a seu som procurava imagens conhecidas nas recordações de minha memória. Hoje, quando a escuto, a situação se inverte, em minhas recordações me vejo lá de farda e arma em punho contando os dias para meu retorno.